Chinatown à mineira: baixo centro de BH oferece restaurantes típicos
A região que concentra imigrantes orientais em Belo Horizonte ainda não é do tamanho de equivalentes mais famosas, como as que estão em São Paulo, Nova York ou São Francisco. Mas não é exagero chamar os quarteirões do cruzamento entre a rua Curitiba e a avenida Oiapoque, no centro, de Chinatown mineira.
Com a imensa quantidade de imigrantes originários da China, que trabalham nos shoppings populares da região, era natural que surgissem restaurantes para atendê-los. Hoje, são pelo menos três, além de uma mercearia com produtos típicos.
Algumas coisas dificultam a exploração. A primeira, e mais óbvia, é o idioma. Como são locais voltados para a colônia local, a preocupação em falar português nos estabelecimentos varia. Alguns têm cardápios bilíngues ou atendentes que arranham o idioma. Outro problema é que a higiene – apesar de seguir a média das lanchonetes de rua da região – pode afugentar os mais sensíveis. A localização também é complicada. Um dos restaurantes e a mercearia sequer têm placa ou nome reconhecível, o que deixa ainda mais difícil encontrá-los.
Mesmo assim, a exploração vale a pena. Afinal, um restaurante desses oferece uma experiência bem mais autêntica do que os tradicionais da cidade. Por por contarem com uma clientela típica, eles são uma oportunidade que aproxima de como é a experiência de ir até a China, mas sem sair de BH. Além disso, suas receitas ainda não foram abrasileiradas, e contam com opções e temperos que são ao mesmo tempo exóticos e fascinantes.
Chen Chang Kee Noodle House
É o primeiro do tipo da região. Para chegar lá, é preciso subir três lances de escada dentro de uma galeria comercial. O espaço sofreu uma ampliação há pouco tempo, já que os brasileiros estão tão frequentes no local quanto os chineses. O carro-chefe é o bifun, servido tanto como sopa (foto acima) ou com molho, mais ao gosto ocidental. Em ambos, ele é acompanhado de carne de porco, ovo, legumes e cogumelos.
Vai lá:
Rua Curitiba, 130, terceiro andar
Grande Muralha
Não o confunda com o tradicional A Grande Muralha, que fica no bairro chique de Lourdes. Esse fica dentro do shopping popular Oiapoque e, talvez por isso, é o mais acessível da Chinatown mineira. O cardápio em português ajuda bem na hora de escolher a pedida, que é servida em marmitex de alumínio. Uma sugestão interessante e que dificilmente é vista no cardápio dos restaurantes chineses tradicionais da cidade é o nian gao, massa gelatinosa de arroz, servida com lombo, ovo e legumes.
Vai lá:
Avenida Oiapoque, 156
Restaurante Sem Nome
É o mais recente a ser aberto na região e também o menos interessante. Não tem placa na porta (nem nome) e o cardápio se resume a dois pratos: bifun, com lombo e legumes, e uma versão oriental do arroz à grega, com legumes, mortadela (!) e muito óleo. Impacientes, os atendentes brasileiros não ajudam muito os proprietários chineses, que não falam nada de português. A solução para fazer o pedido é contar com a boa vontade dos nossos conterrâneos ou partir para a mímica.
Vai lá:
Rua Curitiba, 72
Mercearia Chinesa
Fica meio escondida dentro do estacionamento do shopping popular Xavantes. Alguns dos produtos são importados diretamente da China. Entre as opções que enchem as prateleiras estão diversos tipos de arroz, macarrão e cogumelos frescos. Alguns animais secos, como lulas e cabeças de pato também podem ser encontrados. Em um freezer, um chá verde chinês disputa espaço com o guaraná e os refrigerantes de cola.
Vai lá:
Avenida Oiapoque, 177-C
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