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Festival em BH promove o encontro entre gim e cachaça

João Renato

04/06/2019 23h04

A boa e velha cachaça dispensa apresentações. A branquinha é o destilado nacional desde tempos coloniais, e encontrou em Minas Gerais um terreno fértil para ser produzida – e consumida. O gim, por outro lado, que ainda tem ares de novidade importada, só recentemente começou a ser produzido por essas bandas. Para promover o encontro entre essas duas bebidas, Belo Horizonte vai receber, neste sábado, 8, e domingo, 9, o festival Gin/Cana, que tem entrada gratuita.

Além do excelente trocadilho do nome, o evento será uma excelente oportunidade para conhecer algumas cachaças e os gins produzidos em Minas Gerais. Atualmente, são quatro rótulos do destilado de origem inglesa: Yvy, Zuur, que tem limão capeta na receita, Velvo e Lebbos – este último, criado pela premiada cervejaria Backer. Eles serão vendidos em garrafas ou em drinques, criados pelo bartender Filipe Brasil e sua equipe.

Zuur: limão capeta na receita do gim (Foto: Quente)

Entre as criações que vão ser oferecidas estão o tropical rickey, que leva gim, água com gás, limão, pimenta, canela e um pau de canela queimado, e o london mule, um gin com ginger ale e rodela de limão siciliano. Já a branquinha foi contemplada com receitas como a cachaça tônica, que leva xarope de banana verde, ou o velho fashion, que leva a cachaça Gouveia 44, angostura, simple syrup e zest de laranja bahia.

Mas o que explica a moda do gim? Para Filipe Brasil, houve uma mudança no jeito de servir a bebida. "Antes, uma gim tônica vinha em um copo longo, era uma bebida forte. Hoje, ela é servida em taças muito maiores, e deixou de ser um drinque pesado para ser uma bebida refrescante", pontua. Além disso, o crescimento da produção local trouxe uma produto melhor. "O gim feito em Minas é excelente, e como usa ervas, ele é muito mais fresco do que os importados", relata.

Ele também destaca que a presença da cachaça no evento serve para quebrar preconceitos e até introduzir o destilado brasileiro para um novo público. "O gim está na moda, todo mundo sabe. Já a cachaça também deveria estar na moda há muito tempo. Temos produtos excelentes, como a Gouveia 44. Infelizmente, ainda existe um preconceito bobo, mas isso vem mudando aos poucos", afirma.

Velvo: uma das novidades que estará no festival (Foto: Quente)

Para embalar as bebidas, o festival também terá uma seleção musical de primeira. No sábado, o evento será no Do Ar, mistura de restaurante e espaço cultural, com DJs sets de Benke Ferraz, guitarrista da banda goiana Boogarins e do grupo Mineiros da Lua. O trio belga-brasileiro de indie rock Teach Me Tiger completa a escalação. Já no domingo, o festival rola no Godarc, espaço que reúne galeria de arte e um estúdio de tatuagem formado só por mulheres tatuadoras. Os shows serão da paulista Yma, que faz sua primeira apresentação na capital mineira, e da Ad Hoc Orquestra, banda experimental que reúne integrantes de outros grupos como Graveola, Dibigode, Miêta e Sem Receita.

Vai lá

Sábado 8/6 – a partir de 12h
Do Ar
Rua Amoroso Costa, 32, Santa Lúcia
Show com Teach me Tiger e DJs sets de Benke Ferraz (GO), do Boogarins e Mineiros da Lua

Domingo 9/6 – a partir das 13h
Godarc
Avenida Guarapari, 89, Santa Amélia
Shows com Yma (SP) e Ad Hoc Orquestra

Retirada de ingressos gratuitos: https://sympla.com.br/quente

Sobre o autor

João Renato Faria é jornalista de Belo Horizonte, atualmente no jornal O Tempo, e com passagens por Portal Uai, Estado de Minas e revista Veja BH. Gosta de descobrir novidades gastronômicas pela cidade, de música pesada, de rock instrumental e novidades da cena independente. Tem a compulsão de comprar livros mais rápido do que consegue lê-los. Já pensou em se mudar de BH, mas por enquanto a cidade é o único lugar com um feijão-tropeiro decente.

Sobre o blog

A música e a gastronomia de Belo Horizonte são o foco do blog. Os posts abordam tendências sonoras, eventos, atividades de casas de shows e a movimentação da cena independente. Os textos também falam sobre as boas opções de comidas de rua, bares e lanchonetes, veteranas ou recém-inauguradas na cidade.