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Guia de sobrevivência para o Carnaval de BH

João Renato

26/02/2019 13h44

Expectativa de público é de 4,5 milhões de pessoas no Carnaval de BH (Foto: Alexandre Guzanshe/PBH)

Os números impressionam. Com cerca de 4,5 milhões de foliões, e cerca de 700 blocos – entre oficiais e não registrados –, o Carnaval deste ano em Belo Horizonte deverá ser a maior festa popular da história da cidade. A folia, inclusive, até já começou, com diversos blocos saindo de maneira antecipada nos últimos dias, mas terá seu ápice mesmo entre sexta-feira, 1º de março, e a quarta-feira de Cinzas.

Encarar uma festa dessa magnitude requer mais do que fôlego e disposição. Um bom planejamento é fundamental para não chegar só no bagaço no fim da folia, ou pior, acabar "queimando a largada" e deixando de curtir todos os dias do Carnaval. Por isso, as dicas abaixo servem como uma espécie de guia de sobrevivência para a festa mineira, ideal para quem vai seguir os blocos. Confira:

Saiba onde está
O Carnaval de Belo Horizonte ressurgiu como uma luta pela ocupação dos espaços públicos. Por isso, vários blocos ainda mantêm bandeiras e temas ligados à questões LGBT, feministas, contra o racismo e a favor da diversidade. Outros blocos são temáticos e dedicados a estilos musicais diversos, de rock a sertanejo, passando por ritmos mais típicos como marchinhas e samba. Para não se sentir um peixe fora d'água, vale conferir um pouquinho sobre o bloco antes de sair de casa.

Organize seu horário
Os blocos de BH saem em horários diversos. Alguns, como o concorridíssimo Então, Brilha, começam a concentração às 5h da manhã. No site oficial do Carnaval de Belo Horizonte, é possível saber o horário e o local de início dos blocos.

Se mantenha hidratado
A combinação entre calor absurdo – com as máximas previstas para BH acima de 30º – e bebida alcoólica formam o cenário perfeito para uma desidratação. O ideal é tomar bastante água, mas vale apostar em bebidas isotônicas ou água de coco.

Se manter hidratado é fundamental para passar bem os dias de folia (Foto: Julia Lanari/PBH)

Use protetor solar
Além do calor, o sol traz o perigo das queimaduras. Para isso, a solução é não sair de casa sem protetor solar adequado para o seu tipo de pele. Isso vale mesmo em caso de tempo fechado. Além disso, é importante reaplicá-lo a cada duas ou três horas.

Aposte em fantasias leves
Aquelas alegorias super elaboradas, que enchem os olhos de quem assiste os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, podem até ficar lindas na televisão, mas são uma péssima ideia para seguir um bloco de rua. Vale a pena investir em roupas e fantasias mais leves, que deixem o corpo transpirar e não sejam um estorvo na hora de caminhar.

Use calçados adequados
Com as longas distâncias percorridas pelos blocos e o terreno acidentado de Belo Horizonte, o ideal é usar um tênis fechado e confortável. Como as ruas costumam ser irregulares, evite saltos altos ou plataformas. Chinelos ou sandálias do tipo rasteirinha também não são uma boa, já que não garantem uma pisada firme.

Combine um ponto de encontro
Ter um ponto de encontro certo com seus amigos no fim de cada bloco é estratégico por vários motivos, já que o deslocamento atrás dos blocos é caótico e propício para desencontros. Além disso, ajuda caso você perca o celular ou deixe ele ficar sem bateria.

Invista na pochete
Ela ainda é feiosa, mas voltou à moda não atrapalha o visual cuidadosamente planejado. A pochete é aliada na hora de levar dinheiro, documentos e o celular com segurança, já que a aglomeração de alguns blocos podem facilitar a ação de batedores de carteiras.

Deixar o carro em casa e usar o transporte público é uma ótima alternativa para curtir a folia (Foto: Samuel Mendes/Acervo Belotur)

Esqueça o carro em casa
Além de o trânsito estar péssimo por conta das ruas fechadas, achar um lugar para estacionar é sempre um desafio durante o Carnaval. Deixe o carro em casa e vá de ônibus ou metrô para os blocos. Se for usar táxi ou aplicativos de transporte, aproveite para chamar os amigos e dividir a corrida.

Respeite as pessoas
Nunca é demais repetir: assédio, homofobia e racismo não combinam com uma festa plural, consciente e divertida como o Carnaval de Belo Horizonte. Respeite todo mundo que está na rua com você.

Sobre o autor

João Renato Faria é jornalista de Belo Horizonte, atualmente no jornal O Tempo, e com passagens por Portal Uai, Estado de Minas e revista Veja BH. Gosta de descobrir novidades gastronômicas pela cidade, de música pesada, de rock instrumental e novidades da cena independente. Tem a compulsão de comprar livros mais rápido do que consegue lê-los. Já pensou em se mudar de BH, mas por enquanto a cidade é o único lugar com um feijão-tropeiro decente.

Sobre o blog

A música e a gastronomia de Belo Horizonte são o foco do blog. Os posts abordam tendências sonoras, eventos, atividades de casas de shows e a movimentação da cena independente. Os textos também falam sobre as boas opções de comidas de rua, bares e lanchonetes, veteranas ou recém-inauguradas na cidade.