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Um roteiro para 24 horas perfeitas em BH

João Renato

06/11/2018 18h02

Um dia não é suficiente para conhecer a quantidade e a qualidade de opções que Belo Horizonte oferece. Mas se tudo que você tem são 24 horas, dá, sim, para aproveitar a cidade e visitar alguns de seus principais pontos. Claro, o pique é de maratona, mas o roteiro abaixo contempla boa parte das atrações da capital mineira.

8h: Café e pão de queijo para acordar
Comece no turístico Mercado Central. Logo no começo do dia, ele ainda não está tão lotado e pode ser o local perfeito para um café da manhã bem mineiro, com café coado na hora, pão de queijo e broa com queijo na loja Comercial Sabiá.

10h: Um giro pelo centro
Apesar de estar longe da sua boa forma, o centro de Belo Horizonte ainda reserva surpresas que encantam tanto pela beleza arquitetônica como pelo conteúdo. Dois dos exemplos são o Museu de Artes e Ofícios, na Praça da Estação, e o Centro de Arte Contemporânea, na Praça Sete, que sempre oferecem exposições interessantes.

O Parque Municipal é um oásis no centro de BH (Foto: Adão de Souza/ PBH)


11h: Caminhada pelo parque
Um dos marcos da cidade, o Parque Municipal funciona como um ponto de relaxamento em meio à tensão típica do hipercentro da cidade. O lugar é ideal para descansar, ler um jornal, dar uma volta. Ele também abriga o Teatro Francisco Nunes e o Palácio das Artes

12h: Cultura na Praça da Liberdade
Suba até a Praça da Liberdade, que passa por uma reforma que promete revitalizar seus jardins e áreas até o fim de dezembro de 2018. Enquanto ela não fica pronta, o antigo centro do poder de Minas Gerais continua vibrante..Os prédios históricos que eram ocupados pelas secretarias de governo foram transformados em espaços culturais, que valem a visita tanto pela arquitetura quanto pelas exposições e atividades, como a Casa Fiat de Cultura, o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal e o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

A arquitetura do CCBB de BH é de tirar o fôlego (foto:Divulgação)


13h: Almoço e descanso no CCBB
O pátio do CCBB de Belo Horizonte abriga uma unidade do Café com Letras. Aproveite o descanso em uma das mesas, enquanto espera a sua refeição, para apreciar a imponente arquitetura do edifício.

14h: Procurando o livro perfeito na Savassi
Um dos bairros mais charmosos da cidade, a Savassi reúne lojas de roupas, livrarias e cafés. Aproveite para dar uma volta sem destino certo e conhecer os encantos do local. Vale a pena dar uma circulada na rua Fernandes Tourinho, que reúne as principais livrarias independentes da cidade. Um local excelente para dar uma pausa é a lanchonete Sítio Sírio, tocada por dois imigrantes do país árabe, que preparam eles mesmos receitas como quibe, esfirra e shawarma.

15h: Pedaladas pelo Mineirão
Reformado para a Copa do Mundo de 2014, o gigante da Pampulha ganhou uma esplanada no seu entorno, usada por quem curte esportes como patins, skate e bicicleta. Alugue uma magrela nas proximidades do estádio e dê uma volta completa no principal palco do futebol de Minas Gerais.

A Igrejinha da Pampulha é um dos cartões-postais de BH (foto: divulgação/PBH)


16h: Arquitetura e religiosidade na Pampulha
Ainda está com a bicicleta? Aproveite para circular também pela Lagoa da Pampulha. Um dos pontos mais conhecidos da capital, ela reúne obras de Oscar Niemeyer, como a Casa de Baile e a Igreja de São Francisco de Assis, conhecida como Igrejinha da Pampulha. Para refrescar, não dispense a água de coco.

19h: A efervescência da Sapucaí mineira
Volte para a região central da cidade bem a tempo de apreciar o pôr do sol em uma das ruas mais efervescentes dos últimos tempos. A rua Sapucaí, no bairro Floresta, conta com bares e restaurantes em um dos seus lados. O outro é dominado por uma mureta que oferece uma vista privilegiada para o centro da cidade.

O Dub é um dos bares mais concorridos do Maletta (Foto: Divulgação)


20h: Drinques na varanda mais disputada da cidade
O Edifício Maletta, prédio histórico no centro, foi frequentado por gente como Milton Nascimento, Fernando Brant e o escritor Murilo Rubião. O segundo andar conta com uma varanda, que oferece uma vista estonteante para o prédio neogótico do Museu da Moda, e diversos bares. O Dub, um dos mais concorridos, conta com uma carta de drinques caprichada.

22h: Jantar com jeitinho caseiro no Santa Tereza
Um dos bairros boêmios da cidade, o Santa Tereza reúne diversas opções de bares e restaurantes excelentes para uma pausa na maratona. Um dos mais disputados é o gastrobar Birosca S2, que ocupa um casarão de esquina. A cozinha investe em receitas com pegada afetiva, de comfort food, como o cupim de panela ao molho ferrugem, acompanhado de purê de três batatas e farofa da casa. Não se faça de rogado e peça um vinho para embalar o banquete.

0h: A noite ainda é uma criança
Por questões como barulho e segurança, a maior parte dos bares de Belo Horizonte tem encerrado seu funcionamento meia-noite. Um dos poucos que estende esse horário madrugada adentro é o Chopp da Fábrica, que prepara boas opções substanciosas, como o mexidão, que leva linguiça, arroz, feijão, couve, ovo frito, torresmo e carne desfiada, ou o parmegiana de espaguete.

A Obra é o inferninho mais tradicional da cidade (Foto: Luciano Viana)


2h: Balada para dançar
O inferninho mais tradicional da cidade, A Obra Bar Dançante, tem sempre música boa – que vai de rock, indie e electro, com banda ao vivo, a DJs nostálgicos dos anos 80. Como as únicas opções do bar são líquidas, é importante seguir a dica anterior e chegar de estômago forrado, para não acabar encerrando a noite mais cedo.

7h: Ver o sol nascer
Ao sair da balada, vá até a Praça do Papa, que fica aos pés da Serra do Curral. A vista praticamente panorâmica é uma das mais emocionantes da cidade, e é perfeita para encerrar a maratona, enquanto acompanha o sol nascer.

Sobre o autor

João Renato Faria é jornalista de Belo Horizonte, atualmente no jornal O Tempo, e com passagens por Portal Uai, Estado de Minas e revista Veja BH. Gosta de descobrir novidades gastronômicas pela cidade, de música pesada, de rock instrumental e novidades da cena independente. Tem a compulsão de comprar livros mais rápido do que consegue lê-los. Já pensou em se mudar de BH, mas por enquanto a cidade é o único lugar com um feijão-tropeiro decente.

Sobre o blog

A música e a gastronomia de Belo Horizonte são o foco do blog. Os posts abordam tendências sonoras, eventos, atividades de casas de shows e a movimentação da cena independente. Os textos também falam sobre as boas opções de comidas de rua, bares e lanchonetes, veteranas ou recém-inauguradas na cidade.