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Doce Que Seja Doce: o bolo da Matilda é overdose de amor

João Renato

31/07/2018 13h53

A fatia de bolo da Matilda vale cada caloria


De existência curta, o finado restaurante Belo Comidaria fez sucesso na cidade durante o ano em que esteve aberto, entre 2013 e 2014. Com uma proposta na linha do "confort food", as receitas eram interessantes e bem executadas, com uma pegada de cozinha mineira. Tudo muito bom, mas o que fazia o público suspirar mesmo era o impressionante "bolo da Belo", servido na sobremesa de lá e composto de camadas fartas de chocolate e caramelo.

A prova de que essa delícia era o principal atrativo do extinto restaurante é que ela sobreviveu ao fim da casa e continua entre nós. Hoje rebatizada como bolo da Matilda, a criação da confeiteira Luana Drumond é o carro-chefe da confeitaria Doce Que Seja Doce, que abriu na Savassi em novembro do ano passado. Não que a produção tenha parado – entre o fim da Belo e a abertura da casa própria, o bolo podia ser encomendado.

A casa nova conta com uma decoração de inspiração retrô, com cadeiras de ferro e uma geladeira antiga. No balcão, uma vitrine refrigerada abriga as diversas opções de bolos e torta, oferecidas em fatias pelo peso, com pedido mínimo de 100 gramas.

A grande estrela, claro, é o impressionante bolo da Matilda (R$ 9,50, 100 gramas). São camadas de bolo de chocolate, caramelo e chocolate 60% cacau. Parece doce demais e até enjoativa, mas não se engane – é uma perdição . Na boca, cada garfada fica bem equilibrada, com o caramelo cumprindo a função de adoçar a receita. A alta porcentagem de cacau no chocolate traz até um leve amargor, e o resultado final é que fácil perder o controle e devorar, em pouco tempo, uma fatia das grandes. Não é uma pedida leve, mas, a essa altura do campeonato, quem está contando calorias, não é mesmo? A boa companhia para o quitute é um espresso (R$ 4,90), que usa o excelente grão do Café das Amoras, o mesmo utilizado na cafeteria Copo Café. Fica melhor ainda se não sofrer o acréscimo de açúcar – deixe que o bolo adocique sua boca e beba.

A vitrine gelada abriga as tortas e bolos

Se você já for um frequentador, vale a pena explorar as outras opções do cardápio. O bolo de limão com coco (R$ 8, 100 gramas) equilibra a acidez da fruta cítrica com perfeição, enquanto mantém um pão de ló molhadinho, bem ao estilo das receitas caseiras. O bolo de ninho com morango (R$ 8, 100 gramas) é outra boa pedida. Além do interior úmido, leva mousse de morango, chocolate branco, morangos frescos e um creme de leite em pó. Para quem gosta desse ingrediente, é uma perdição. De inspiração americana, o cheesecake (R$ 8, 100 gramas) conta com massa de biscoitos Oreo e cobertura de frutas vermelhas.

O biscoito frito de polvinho lembra as receitas do interior de Minas

O cardápio também lista uma opção salgada que merece destaque. A surpreendente porção de biscoito de polvilho frito (R$ 10, seis unidades) demora entre 15 e 20 minutos para ser preparada, já que é escaldada na hora. Mas a espera vale a pena. As rosquinhas de massa chegam quentinhas e sequinhas à mesa. Na primeira mordida, é inevitável não ativar diretamente a memória gustativa de qualquer um que já tenha viajado pelo interior de Minas Gerais e tomado um café da manhã em uma fazenda.

Vai lá
Doce Que Seja Doce
Rua Antônio de Albuquerque, 304, Savassi
(31) 3082-7295

Sobre o autor

João Renato Faria é jornalista de Belo Horizonte, atualmente no jornal O Tempo, e com passagens por Portal Uai, Estado de Minas e revista Veja BH. Gosta de descobrir novidades gastronômicas pela cidade, de música pesada, de rock instrumental e novidades da cena independente. Tem a compulsão de comprar livros mais rápido do que consegue lê-los. Já pensou em se mudar de BH, mas por enquanto a cidade é o único lugar com um feijão-tropeiro decente.

Sobre o blog

A música e a gastronomia de Belo Horizonte são o foco do blog. Os posts abordam tendências sonoras, eventos, atividades de casas de shows e a movimentação da cena independente. Os textos também falam sobre as boas opções de comidas de rua, bares e lanchonetes, veteranas ou recém-inauguradas na cidade.